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Visa Mobile PayUm serviço inovador acaba de ser lançado: é o Visa Mobile Pay. Numa parceria do Banco do Brasil com a Visa, agora é possível realizar pagamentos com cartões de débito e cartões de crédito Visa diretamente com o celular, seja ele de qualquer operadora em atuação no Brasil. O projeto piloto, cujo lançamento na América Latina está sendo implementado no Brasil, está disponível para todos os portadores de cartão Ourocard Visa. Através de uma mensagem de texto SMS, o cliente poderá realizar pagamentos de até R$ 100,00. A Companhia Brasileira de Meios de Pagamento (VisaNet Brasil) será responsável pela implementação desta tecnologia no comércio.

Com o Visa Mobile Pay, a Visa inova ao tornar real a convergência das tecnologias de meios eletrônicos de pagamento e de celulares, oferecendo agilidade e conveniência para consumidores e comércios em seu dia a dia”, afirma Eduardo Chedid, diretor executivo sênior de Produtos. “O Visa Mobile Pay transforma a vida das pessoas ao permitir que pagamentos remotos possam ser realizados por um universo ainda maior de consumidores de forma transparente e segura pelo próprio celular”, conclui o executivo. 

O cliente Banco do Brasil que quiser ter essa nova funcionalidade, deve se dirigir ao site http://www.bb.com.br e fazer um único cadastro. Dessa forma, quando for realizar um pagamento, poderá optar por pagamento via celular, se o estabelecimento já estiver cadastrado. O cliente informa o número do celular e o nome do banco emissor ao estabelecimento. Em instantes, receberá uma mensagem de texto SMS, logo que a compra for processada pela Visa e pelo Banco do Brasil, pedindo a confirmação. Então basta enviar uma mensagem confirmando o valor da compra que o pedido será realizado. Para valores acima de R$ 100,00 o cliente deverá confirmar os serviços através de internet banking ou mobile banking. 

Kit Jack DanielsImpressionante: em apenas 2 dias, o novíssimo navegador do Google, o Google Chrome, atingiu a impressionante marca de 1,11%  dos acessos na internet Brasileira. Pode parecer pouco, mas a marca corresponde a terceira posição no ranking dos navegadores utilizados no Brasil. O feito ganha mais força lembrando que a posição o coloca na frente de alguns navegadores já maduros no mercado, como o Opera e o Apple Safari - segundo dados apurados pela PredictaFred Pacheco, gerente de Business Intelligence da consultoria, diz que esses dados devem movimentar ainda mais a briga entre Microsoft e Google. ”A queda que a Microsoft tem sofrido nos últimos meses ainda é pequena, mas tem impacto direto no multimilionário mercado de buscadores, já que o padrão do Internet Explorer é o Live Search da Microsoft, contra o Firefox e o Chrome, que usam o Google” afirma o executivo.

Ainda segundo o executivo, é bastante provavel que aconteçam abalos primeiro ao navegador da Mozilla, Firefox. “O Firefox é utilizado em grande parte pelo grupo que chamamos de early adopters, ou seja, aquelas pessoas que aceitam inovações tecnológicas antes da massa e esse grupo tem maior propensão a experimentar inovação mais cedo que os demais usuários, por isso, podemos assumir que esse grupo será o primeiro a experimentar o Google Chrome“, afirma. E entre esse grupo, que geralmente acessam sites de tecnologia em geral, o número de acessos pode chegar a 5% do total de acessos. ”Considerando o poder de penetração do Google no mundo online, o cenário desse mercado promete mudar radicalmente nos próximos meses“, complementa Pacheco.

É possível encontrar diversos sites e blogs que noticiaram todo tipo de eventos relacionados ao lançamento do Google Chrome, inclusive a palestra oficial de lançamento na sede do Google Brasil, disponibilizada por Cris Dias. Sugiro ainda acompanhar via Google Discovery, onde os editores estão se esforçando pra noticiar tudo que envolva o lançamento. 

E como em todos os produtos do Google, o bom humor sempre é um ítem presente. Veja abaixo a imagem de quem está tentando desinstalar o navegador:

Desinstalar Google Chrome

Fica a dica. Eu sou um dos 1,11% que já navegam com ele, pela simplicidade e pelo enorme potencial. O adequado ainda é esperar pelos testes efetivos da comunidade, sempre aparecem alguns bugs e erros. Porém, se você tem alguma familiaridade com possíveis golpes e evita sites suspeitos, pode começar a usar sem hesitar.  

Blogueiro é ou não um jornalista?

Enviado por Diego Fávero em setembro - 4 - 2008 7 Comentários

“Ele não é somente o arquivo da opinião moderna ou a repercussão de uma impressão geral, ele é o motor dos espíritos, descobre novas e fecundas relações sociais (…); Ensina, professa: alumina sobretudo; ele é o grande construtor do futuro; ele vai das relações presentes às relações futuras e mostra a revolução (…) imensa pela qual a humanidade transforma e refaz o seu destino (…). É por isso que ele contradiz muitas vezes a opinião recebida, e com razão”.

O texto acima foi escrito em 1876 pelo português Eça de Queiroz. Poderia muito bem ser encaixado à nós, blogueiros. Mas não. Eça louvava os jornais e jornalistas. Algo mudou.

É nesse contexto que a Revista Imprensa deste mês traz em sua capa a polêmica “Blogueiro não é jornalista“.

SÍNTESE - Nos 60 segundos que você demorou para ler o texto acima, dois blogs foram criados e juntaram-se aos 112,8 milhões existentes no mundo (pesquisa de agosto/2008 - Technorati). Em apenas quatro anos, a blogosfera cresceu 2.720% e mesmo assim, há ainda quem defenda jornais, revistas e tv como detentores de mídia. Desse complexo panorama de transformações surge a indagação: blogueiro é jornalista?

Blogueiro e jornalistas são coisas tão diferentes que nem deviam ser discutidas“, afirma Bruna Calheiros. Bruna garante que não segue regras e nem pretende fazê-lo. Mas ela pertence a um grupo de blogueiros que se propõe a tratar certos assuntos tão bem quanto o faria um jornalista treinado para isso, quando não melhor. Exemplo disso é Rafael Ziggy, do SimViral e Carlos Merigo, do Brainstorm #9. Nenhum deles é jornalista, mas escrevem em quantidae e qualidade, editam textos, fotos e fazem tudo isso com bastante personalidade e trazem tanta atenção para si e para seus blogs que passam a ser mercadologicamente atraentes como se cuidassem de um jornal de verdade. Diversos blogueiros buscam como conseguir que seus blogs sejam fonte de lucro e almejam um lugar como Ricardo Noblat, que desde 2005 vive só de blog.

Muitos tentam, mas poucos conseguem  transformar o blog em sua sobrevivência financeira. Dos citados acima, apenas o SimViral não possui anúncios, mas Bruna Calheiros diz que ganha pouco com isso porém seu blog serve como vitrine para sua carreira, onde recebe convites para palestras, eventos e mesmo matérias em jornais e revistas. É o que aconteceu com o blog Garotas que dizem Ni, que não tem anúncios e devido ao seu alto número de leitores, chamou a atenção do iG que mantêm um contrato de ganho fixo com o grupo.

Hugh Hewitt, colunista do The Daily Standard, no livro “Blogs: Entenda a Revolução que Vai Mudar seu Mundo“, diz que a publicidade em blogs é um dos mais eficazes e baratos anúncios no mundo para atingir um público de alta renda e/ou alto nível intelectual.

Há alguns anos, blogueiros começaram a receber das assessorias produtos para testarem e resenharem, como acontece com jornalistas. Viagens, celulares, softwares, jogos, roupas, etc., geralmente relativos à área de atuação do blogueiro. Recentemente, a Coca-Cola enviou a alguns blogueiros uma mini-geladeira com o novo hidrotônico i9. “O objetivo com essa ação era gerar um sentimento de exclusividade aos blogueiros causando um engajamento a ponto de quererem dividir essa descoberta com seus leitores“, explica John Pinto, diretor de marketing da Coca-Cola Brasil. A iniciativa teve efeito bastante positivo e foi considerada bastante arrojada pelos especialistas. O problema começou quando o Blue Bus, dias depois, lançou a polêmica “blogs de aluguel”. Estava lançada a confusão sobre quais limites éticos da atividade do blogueiro. Julio Hungria, do Blue Bus, disse que não aceitam geladeiras ou quaisquer outro tipos de coisas que envolvam valor, que comprometa com comentários positivos. E fez soar mais um alerta: afinal, blogueiro é ou não jornalista?

Se fosse assim, toda a mídia seria de aluguel, pois vendem seus espaços não só entre blocos, mas também dentro do conteúdo“, diz Rosana Hermann, apresentadora da Band e blogueira do Querido Leitor. Com a polêmica “blog de aluguel”, surgiu o manifesto que corre entre a blogosfera “Não sou blogueiro de aluguel“, lançada pelo blog Freelando pro Diabo. A opinião é dividida.”Todo mundo gosta de ganhar presentes“, diz Bruna Calheiros. “Blogueiro não é e nem deve ser imparcial, deve ser opnativo, sincero e dizer o que realmente achou do produto, seja falando bem ou mal“.

Já foi o momento de o jornalista querer ser o dono da notícia, não é mais exclusivo dele“, diz Ethevaldo Siqueira, jornalista de O Estado de S.Paulo. Blogueiro pode fazer isso bem, desde que tenha um comportamento ético como tem um bom jornalista. Apesar de confiar na blogosfera, Siqueira diz que falta amadurecimento da rede; experiência. “Os blogueiros de maior credibilidade entendem que tem um bom texto e se tornaram referência no que escrevem, e assim, não precisaram de manual de redação para atingir esse nível“.

Noblat diz que o blog talvez seja “o último espaço de liberdade do homem” e, essa tal liberdade foi primordial para a expansão e o sucesso deles. Os mais responsáveis com seu conteúdo vão, naturalmente, se destacar. Aos jornalistas caberá lutar para manter a tradição da imprensa e de um método reconhecido pela sua confiabilidade, construindo em outras eras, centenas de anos antes do mundo digital. E o blog é uma outra história, diferente do jornalismo, ainda em construção. Nem melhor. Nem pior.

Fonte: Revista Imprensa, nº 238 - páginas 22 à 30.
* a matéria acima não é uma opinião do Mural da Comunicação. O texto foi resumido e retirado da revista.

O blog Mural da Comunicação, é formado por profissionais que não são jornalistas, porém possuem uma certa “experiência” no mundo da comunicação organizacional. O blog envolve assuntos ligados a comunicação organizacional e de modo geral, trata os assuntos com ética e imparcialidade. “O objetivo do Mural, é levar ao leitor de forma rápida o mesmo conteúdo que eles tivessem em outras mídias, porém com a vantagem de poderem acessar a qualquer momento e lugar conteúdo focado em seu mundo profissional“, conta Diego Fávero que mantêm o blog juntamente com Rafael Reis, que além do Mural da Comunicação possui o blog Just Play.

Jack Daniel’s e o kit de aniversário do Mr. Jack!

Enviado por Rafael R em setembro - 3 - 2008 Deixar Comentário

Kit Jack DanielsCom uma história inusitada, a destilaria Jack Daniel’s aproveita o mês de setembro inteiro para comemorar o aniversário de Mr. Jack. O fato é que um incêncio destruiu o cartório de sua cidade, Lynchburg, no Tennessee, consumindo qualquer informação sobre a data do aniversário dele. Diz a lenda que a única memória viva sobre a possível época de nascimento de Mr. Jack é que foi em meados de Setembro, no ano de 1850. Usando a lenda, e sabendo da importância desse ícone americano, ficou decidido que durante todo o mês de Setembro seria comemorado o seu aniversário. 

Nesse ano, para comemorar a data, foi lançado um kit contendo uma garrafa de 1 litro do úisque junto com uma camiseta mescla para que todos pudessem brindar a data com estilo. O pack promocional começou a ser vendido no dia 1º de setembro em diversos hipermercados no Brasil, e o preço sugerido para a venda é de R$ 95,50. 

Jack Daniel’s é a destilaria mais antiga dos Estados Unidos e tem sua sede em Lynchburg, no estado do Tennessee. Para quem conhece e gosta, fica a dica. Saúde!

Jack Daniel's

Novas mídias são adequadas para mensuração

Enviado por Diego Fávero em setembro - 2 - 2008 Deixar Comentário

Mensurar resultados de ações realizadas em canais digitais e conhecer novas mídias na era do marketing digital para atingir públicos de maneira mais eficiente foram os desafios de parte da programação do Marketing Strategies Summit Brasil, ocorrido nos dias 19, 20 e 21 de agosto de 2008 em São Paulo/SP, organizado pela IBC - International Business Communications (www.informagroup.com.br).

O sócio-diretor de Marketing e Comercial da WebTraffic, Lucas Nunes, comenta que a internet nasceu sob esta ênfase da mensuração total e da possibilidade de revisão imediata de canais e conteúdos, e com isso foram buscados parâmetros de avaliação de resultados na forma de vendas, de contatos, de visitantes únicos, de cliques, de downloads e de páginas vistas, para embasar as decisões, tanto sobre materiais de portais quanto de newsletter por email. São monitoradas seções internas, banners, formulários de contato, sessões de chat, emails recebidos ­ cada um com análises diferentes. Para email, pode ser obtida a taxa de abertura e de clique, e a partir disto qual a atitude tomada, num tracking preciso de todo o processo. Ele acha básico atualmente investir em links patrocinados e em email-marketing. “Mas sempre é importante trabalhar um mix variado para impactar o usuário em diversos ambientes, ao menos até saber qual deles é mais efetivo para seu modelo de negócio”, explica.

Como impasses da área, Nunes aponta a falta de padrões de formatos de veiculação e cobrança por espaço, além da inexistência de estrutura publicitária em muitos portais, a presença de grandes players que dominam o mercado e impõem tabelas e regras, a dificuldade da integração on e offline, e os desafios e dúvidas frente ao comportamento comercial aceitável em redes sociais, tanto pelos criadores quanto pelos empresários contratantes. Todavia, como cita o gerente de Análise de Mercado do IBOPE-NetRatings, Alexandre Magalhães, há em torno de quatro milhões de pessoas com acesso à internet no Brasil, predominantemente a partir de suas residências, através de computadores com uma média de 25 horas por mês de uso por pessoa. É um potencial que não pode ser desprezado, ainda que ele aponte uma diminuição na lealdade dos internautas, porque há uma pulverização de canais e uma facilidade de emissão de opiniões, desviando a atenção. “Com o impacto da digitalização, a empresa deixa de ser dona da própria marca, na rede tudo é mutável”, destaca Magalhães.

Entre as tendências no setor, são listadas a recriação da escrita e da conversa oral mostrando que “a língua é um ser vivo”, com muitas abreviaturas, siglas e gírias metafóricas; o atrelamento do sucesso de uma marca a alguns elementos como medo, fantasia, humor e amor; a necessidade dos jovens de fazer parte de grupos; a perda da influência dos pais, das autoridades e da mídia oficial; a virtualidade do mundo como “avatares” e uso sistemático de aparelhos de intermediação de contato; a interatividade do mundo, tornando tudo mais imediato; e ainda a convergência de mídias. Para René de Paula Jr., da Microsoft, o consumidor online parece gravitar em torno de uma consciência infantil, que só atinge o presente do tempo e não processa o passado e o futuro, e assim acaba sendo imediatista, impaciente e até superficial. Também participou do debate a diretora de Mobile do Yahoo Brasil, Melissa Brandão.

O Marketing Summit Brasil foi integrado por 17 temas, debatidos por 24 palestrantes. O Seminário Pós-Conferência sobre melhores práticas em Branding vai ser abordado em texto complementar. Mais informações de eventos correlatos no www.informagroup.com.br .

RP Rodrigo Cogo ­ Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (www.mundorp.com.br)

Marketing, Trade e Comunicação buscam sinergias

Enviado por Diego Fávero em setembro - 1 - 2008 Deixar Comentário

Com a proposta de mostrar ações inovadoras para ganhar competitividade no Mercado, a partir de formatos de planejamento estratégico, otimização de atividades e orçamentos, e ainda de acompanhar as novidades em trade, profissionais de todo o país estiveram reunidos, nos dias 19, 20 e 21 de agosto de 2008, para participar do Marketing Strategies Summit Brasil. Entre os 17 temas, tendências e futuro das mídias, técnicas de pesquisa do consumidor, mensuração de ROI em novas mídias e uma visão de futuro do Branding debatidos por 24 palestrantes em cases studies e painéis, além de um seminário. O evento foi organizado pela IBC - International Business Communications (www.informagroup.com.br) no Hotel Pergamon em São Paulo/SP.

O Marketing agora está concentrado na busca por um conceito vencedor, diante da alta fragmentação da mídia. Esta é a opinião de André França, gerente de vendas no varejo da Faber Castell, embora reconheça que mercados com grande sazonalidade requerem concentração de veiculações e ações, e aí a memorização acaba derivada de meios de massa, como a televisão, ou de repetição de mensagens em outros canais, como outdoor e spots de rádio. Planos de marketing com mais pontos de contato com o consumidor final e fornecimento de dados de perfil e atitudes das pessoas são as principais contribuições do planejamento. “A idéia é sempre testar resultados, não se acomodar com meios tradicionais, aplicando várias mídias ao mesmo tempo. O Marketing é algo que permeia toda a organização, não é apenas pessoa ou setor”, comenta.

Em seu ramo, há freqüentemente um processo de migração de share para produtos mais baratos, no caso de bens comoditizados, isso só pode ser superado com um trabalho forte de marca, afora a exigência de conhecer de fato o comportamento de compra do consumidor. A partir daí, são escolhidos benefícios relevantes e diferenciados, incorporando design e tecnologia, priorizados pela importância atribuída e estabelecidos os produtos-foco. No caso da Faber, isto está expresso pelo grip (pequenas bolhas no corpo do lápis que ajudam no manuseio e dão conforto), pela linha eco (lápis com madeira reflorestada), lavável (tinta que facilita lavagem) e aquarelável (no contato com a água espalha a tinta com efeito de pintura). Na existência destas vantagens reais, pode-se buscar um posicionamento de preço mais alto, porque depois haveria uma entrega compatível e exclusiva que os concorrentes não têm. França explica: “é o mimex, o reforço da minha diferenciação sempre presente com atributos relevantes para o consumidor final”.

Entre as diversas estratégias da empresa, adequadas por canal, por produto e por época do ano, está a montagem do “red block”, um paredão vermelho das embalagens, posicionando todos os produtos da marca juntos, buscando orientar o consumidor a comprar um conceito e não comparar preço em prateleiras. Para ter uma visão integrada, ele sugere uma unificação de comando em marketing, vendas e trade, como forma de ter estratégia clara e foco nas prioridades. “Para isso, o marketing tem que sair a campo, as vendas
precisam compreender a estratégia e o trade alinha as duas realidades. Egos menores, resultados melhores”, finaliza.

TENDÊNCIAS ­ - Trazer as tendências nacionais e internacionais em ponto-de-venda e as alternativas de comunicação foi o compromisso de Evelise de Melo, diretora comercial do Centro Internacional de Merchandising e Promoções do Brasil. Na parte de iluminação, ela indica forte influência de uso focado na comunicação de cada produto, com prateleiras em destaque e utilização de leds (micro-lâmpadas que não esquentam nem consomem muita energia), que por vezes são acionados pela temperatura do produto, quando não incorporados à própria embalagem. Em exposição, percebe-se a colocação dos produtos numa hierarquia por cores, que garantem um visual agradável e menos caótico. Estão sendo feitos estudos de posicionamento de categorias mais atrativas na entrada das lojas e aproximação de produtos por estilo de vida ou de uso, como o universo do bem-estar, aí entrando materiais reciclados, recicláveis, e muita fibra.

Para qualquer planejamento de mídia no PDV, Evelise sugere um conhecimento profundo de necessidades e desejos do consumidor, da sua familiaridade com os canais e tecnologias. Todavia, é forte a tendência de colocação de monitores digitais nas prateleiras, totens auto-explicativos para comunicar funcionalidades dos produtos sem demonstradores, personalização de piso com adesivos e módulos de encaixe, etiqueta inteligente eletrônica com rápida leitura no caixa.

A executiva analisa ainda o macro-ambiente, e comenta que o crescimento econômico brasileiro na faixa de 4% ao ano traz maior poder aquisitivo e possibilidade de acesso ao crédito, assim como aumento da expectativa de vida garante um acréscimo da faixa ativa de consumo. São novas realidades que se traduzem na necessidade de abordagens diferentes para públicos emergentes, como os compradores populares, os casais sem filhos, a terceira idade. As empresas hoje então estudam os tipos de consumo, como o imediato
(mercados de vizinhança com gasto médio de R$ 5,00), a dispensa moderna (congelados e perecíveis, compras oito vezes por mês com gasto médio de R$ 90,00), urgência (ticket de R$ 4,00 para produtos que acabam e são necessários, ou ligados a alguma surpresa, como visitas) e ainda as reposições de cesta básica.

PESQUISA - ­ Juan Parra, diretor geral da Pimaco Autoadesivos, introduz seu tema com o conceito de “accountability”, uma responsabilidade e crença sobre uma causa, numa governança que busque agregação de valor. Daí que os requisitos de marketing mudaram drasticamente, migrando de um enfoque em manufatura e vendas para a ênfase em logística e marketing, levando os produtos necessários e desejados para próximo dos compradores. Agora a visão de negócio é macro, alicerçada numa missão estabelecida e em objetivos claros. “As motivações de consumo mudam, os ordenamentos de estoque também”.

Ele entende que os indicadores e cadastros obtidos de um website e canais digitais, de call centers e do trade-marketing são as melhores informações de mercado, ao invés de panoramas mostrados por grandes institutos de pesquisa. O desafio seria estabelecer estes indicadores, que são os alvos de uma política permanente de ROI para embasar as decisões em comunicação. Parra apresentou em detalhes a área de Novos Produtos e Projetos da Pimaco, incluindo toda a reprogramação visual da marca e embalagens, uma
extensão de linha e uma maior aproximação com o consumidor final. A parte da tarde do Summit está abordada em texto complementar.

AGENDA -  ­ A IBC tem uma extensa agenda na área de Marketing, Vendas e Comunicação prevista para São Paulo/SP. Nos dias 23 e 24 de setembro de 2008, acontece a 2ª. Conferência de Melhores Práticas de Mercado em Canais de Comunicação Interna com oito estudos de caso enfocando o ROI e públicos heterogêneos, e nos dias 21 e 22 de outubro é a vez da Conferência sobre Inteligência de Mercado, com proposta de estruturação de informações mercadológicas para apoiar operações comerciais internacionais, Haverá ainda a Conferência sobre Fidelização e Retenção de Clientes na Era da Interatividade, com ferramentas e tendências para entender as necessidades do consumidor. A programação também prevê a Conferência de Indicadores de Satisfação de Clientes com as inovações da tecnologia no dia 23 de outubro.  Já o Seminário sobre Governança em Portais Corporativos e Intranets acontecerá no dia 23 de setembro em Brasília/DF, no dia 7 de outubro em São Paulo/SP e no dia 21 no Rio de Janeiro/RJ. O Informa Group está lançando no Brasil um novo formato de evento para garantir a atualização profissional de forma rápida e com baixo custo, dada a transmissão pela internet: o Informa TV, que vem na esteira de produtos que unem aperfeiçoamento com flexibilidade e conveniência, facilitando acesso aos treinamentos para pessoas de todo o país. Mais informações pelo 11-3017-6888 ou comunicacao@ibcbrasil.com.br .

RP Rodrigo Cogo ­ Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (www.mundorp.com.br)

Resultado da promoção “Pense Grande”

Enviado por Diego Fávero em setembro - 1 - 2008 Deixar Comentário

O Mural da comunicação tem a honra de anunciar os vencedores da promoção “Pense Grande”, a qual sorteamos um livro, ou melhor, como houve um “empate” decidimos presentear com dois livros para as melhores respostas “O que é pensar grande?”.

O livro Pense Grande nos negócios e na vida é escrito por Donald Trump, que além de apresentar o programa “O Aprendiz” nos Estados Unidos, tem em seu currículo a autoria de diversos best-sellers. Em seu livro “Pense Grande nos negócios e na vida“, da Ediouro,  Donald Trump revela alguns de seus segredos que o tornaram bem-sucedidos, tanto em sua carreira profissional quanto na pessoal. E o primeiro desafio feito pelo autor é fazer você pensar grande. Você precisa aprender isso para que suas opções sejam sempre as melhores para você, para que você fique motivado e corra definitivamente atrás daquilo que almeja.

Os vencedores foram Simone Carvalho, relações públicas, de São Paulo e Roberto Cesar de Souza Godinho, comunicação externa da Cosipa, da cidade de Santos-SP.

Os ganhadores receberão em casa um exemplar do livro e todos os outros participantes poderão participar da nossa próxima promoção que será lançada ainda hoje.

Agradecemos a participação de todos e esperamos todos nas próximas promoções.

É preciso alinhar as empresas num mesmo sonho

Enviado por Diego Fávero em agosto - 28 - 2008 Deixar Comentário

Os dois últimos painéis do 2º Congresso ABERJE de Comunicação Empresarial, realizado no Rio de Janeiro/RJ no dia 14 de agosto de 2008, buscaram a provocação e a inspiração. Afinal, sair de um estado de inércia ou falta de perspectivas para um novo olhar criativo e estratégico deve ser obrigação dos profissionais da área num tempo de tamanhas mudanças e intensa competitividade.

“As marcas, assim como as pessoas, têm temperamento. A maior burrice empresarial é buscar aquilo que não é, só baseado em pesquisa”. Com esta sentença, o publicitário Nizan Guanaes, presidente da África e sócio majoritário do ABC (maior grupo brasileiro de comunicação e um dos 30 maiores do mundo com 14 empresas em diferentes segmentos), deu início a uma série de questionamentos e postulados que, afora arrancar gargalhadas da platéia, também pode ter servido para muita reflexão. Com o status de ter acabado de receber o prêmio Empreendedor do Ano da Ernest&Young, acredita que a comunicação deva externar verdades em tudo que se faz, até porque inclusive a arquitetura do prédio onde se está expressa valores. A comunicação precisa do mundo empresarial para fornecer dados, e por isto deve haver uma aproximação com a antropologia e outros estudos da sociedade. “É preciso trabalhar com cenários mentais além da pesquisa, porque as pessoas respondem dentro de contextos, não necessariamente a verdade”, pondera.

Nizan entende que é necessário um alinhamento da empresa em torno de um sonho, e um sonho bem grande. Daí, se os funcionários acreditarem nisto, com valores comungados por todos, o negócio pode ter sucesso. Mas as pessoas não pensam diferente porque estão sempre ocupadas e falta tempo pra pensar. Segundo ele, “pensar fora da caixa” não significa pensar coisas estranhas, mas sim propor o óbvio, e para isto é interessante chamar pessoas de locais e setores distintos, com outras inteligências, ainda que respeitando os códigos de cada área de atividade. Assim, vê a volta do senso comum, da simplicidade, da clareza, da “despasteurização da comunicação”.

Ainda que presidente da Associação de Empreendedores da Unesco, o publicitário não acredita em uma única empresa como fornecedora total das áreas de comunicação, apostando outrossim numa postura de consultoria que indica os melhores serviços no mercado. Elogiando a escolha profissional da platéia, vê a comunicação empresarial como contribuinte no valor das ações em Bolsa, porque maneja fatores intangíveis vantajosos que protegem as organizações. Hoje, seria a inteligência mais adequada às circunstâncias do mercado mundial.

AMBIENTE – O diretor de Meio-Ambiente da Tetra Pak América Latina, engenheiro químico Fernando Von Zuben, mostrou os esforços do trabalho em educação ambiental e coleta seletiva da empresa, inclusive articulando estruturas municipais do Governo para atender esta crescente conscientização cidadã. Segundo ele, os projetos acabam interferindo positivamente no crescimento de cooperativas de coletores. A empresa fez um site baseado no Google Maps para que as pessoas encontrem pontos de coleta mais próximos, porque entende justamente sua posição de exemplo e intermediação, ai incluindo as 50 toneladas diárias de caixas recicladas em usina própria. Ele falou ainda do manejo sustentável de florestas para produção de papel a longo prazo, afora o fato de árvores reduzirem o aquecimento do planeta.

Já o pesquisador da Fundação Dom Cabral, Cláudio Boechat, partiu para uma abordagem educativa transformadora no tema sustentabilidade, bem diferente do enfoque de mero aproveitamento institucional de discursos encontrado no mercado. Para ele, “o desafio é fazer o tema ser transversal nas aulas, em todas as áreas”, concordando com a missão da escola que fala do desenvolvimento sustentável da sociedade. O modelo de gestão do conhecimento da FDC inicia pelo indivíduo, então passa para o estudo da organização e ai vai para análise do mercado, da sociedade e dos impactos no planeta. Boechat afirma que líderes empresariais têm que pensar como estadistas, embora as pressões de mercado os levem a pensar em resultados a curto prazo. A sustentabilidade prevê um equilíbrio nas relações, onde o lucro é “meio” de resultados, não “fim” do processo. A empresa deveria ter como missão inovar sempre.

A contribuição de Matthew Shirts foi mostrar o Projeto Planeta Sustentável da Editora Abril, de alinhamento no tema em 36 revistas diferentes, em três eventos e ainda num site agregador. O trabalho busca ser um canal de referência de produção e circulação de conteúdos e proposição de ações, a partir de reuniões norteadoras de um conselho gestor inspiradas por palestras provocadoras de especialistas. Há uma grande adequação de linguagem para despertar interesse tanto na infantil Recreio e na adolescente Capricho, até a genérica Veja ou a segmentada National Geographic, aí também sendo aberto espaço para publieditorial dos patrocinadores.

A finalização foi de Eduardo Braz, do Banco Real, que trabalha com o tema desde 1998 na instituição. Ele aponta a prevalência de cobertura do meio-ambiente na mídia para apelos negativos, ultrapassando a menção de eventos consagrados como o Pan-Americano. Mas o papel da iniciativa privada, para Braz, deve ser de inspiração, fazendo sentido para os “stakeholders”, incluindo ganhar mais dinheiro “com um novo jeito de fazer negócio para uma nova sociedade”. O executivo destaca que não se trata do enfoque de boa ação, mas sim geração de negócios sem descuidar do ambiente, através de propostas positivas. “Nosso modelo tem o ser humano no centro, mantendo o resultado. É a sustentabilidade como parte do negócio”, explica. Neste sentido, há desde um questionário ambiental que analisa o impacto dos negócios pretendidos para conceder crédito até o papel reciclado incorporado nos talões de cheque. A postura deve estar dando certo, porque o  Banco Real foi eleito o Banco Sustentável do Ano pela Financial Times, primeiro prêmio vindo para a América Latina.

REPERCUSSÃO – Acreditando ter havido um alto nível de discussão, tanto pela forma de abordagem dos assuntos quanto pela qualidade das perguntas da platéia, a gerente de Comunicação da TIM Celular, Cristina Duarte, saiu satisfeita. A profissional, que prefere temas mais genéricos e conceituais do que cases, acredita que a estrutura foi equilibrada. Já a chefe da Assessoria de Imprensa do Banco Central, Paula Branco, entende que cases de extremo sucesso são bastante interessantes, porque dão perspectivas para outras empresas buscarem o mesmo caminho. Neste sentido, como representante da área governamental, ela aposta que as metodologias e pontos-de-vista da iniciativa privada podem perfeitamente ser aplicados na área pública, inclusive abrindo um leque de possibilidades diferentes. Para a assessora de Comunicação da Confederação Nacional do Comércio, Andréa Blois, o congresso trouxe novidades. “Não é o básico, o senso comum, é ‘sair fora da caixa’, voltando ao que é simples, temos que parar de reinventar a roda”, postula.

RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (www.mundorp.com.br)

Ativos intangíveis são a força da comunicação

Enviado por Diego Fávero em agosto - 27 - 2008 Deixar Comentário

A importância crescente do Branding na comunicação, muito além da reformulação da logotipia das instituições, foi tema do 2º Congresso ABERJE de Comunicação Empresarial, realizado no Guanabara Palace Hotel no Rio de Janeiro/RJ no final da manhã do dia 14 de agosto de 2008. A área representa um conjunto de interações entre a marca e os públicos de interesse, numa dinâmica que busca potencializar as percepções dentro da cultura, visão e valores de cada empresa.

“O impossível não tem lugar nessa história” é o lema da comemoração dos 90 anos do Grupo Votorantim, que passa por um grande projeto de branding pensando em sua atuação global. A gerente-geral de Marca e Comunicação Corporativa, Malu Weber, entende que a sinergia entre as áreas de negócio, inclusive de nomenclatura, para fortalecer a holding recém-criada e a gestão da imagem de grupo numa estrutura de administração com membros não-familiares, envolve o redesenho da logomarca, mas precisa ser mais consistente. O Branding envolveu análise dos ativos intangíveis, identidade visual, cultura e identidade para absorção interna dos preceitos e da nova visão de trabalho. Mesmo que processos de mudança sejam difíceis, ainda mais em grupo sem tradição de comunicar, ela entende que às vezes é preciso até dar passos para trás para avançar depois. “Tudo que a Votorantim faz ajuda a definir quem ela é. E nossa postura é de constante evolução”, relata.

Até 2001, as áreas de comunicação com gerências por negócio não se conversavam sistematicamente. No ano seguinte, foi criado um Comitê de Comunicação e foram progressivamente alinhados os veículos internos, que chegaram a passar de 90 modelos diferentes em circulação, e estabelecidos canais corporativos. Como exemplo da confusão, havia oito assessorias de imprensa contratadas, nenhuma com diretriz corporativa. O treinamento disperso foi equacionado com a Academia de Excelência Votorantim, onde um dos módulos gerenciais trata da marca, e foi estruturado um programa de relacionamento com fornecedores, com o mercado financeiro e com os funcionários, envolvendo ai o co-patrocínio do espetáculo Alegria, do Cirque de Soleil, para mostrar a irreverência, a superação, a determinação e o empreendedorismo comuns ao Grupo. Também foi iniciado o Projeto Monumentos de SP (www.trintahomenagens.com.br).

ALINHAMENTO – Uma empresa de US$ 181 bilhões de valor de mercado, posicionada na 21ª. posição mundial, com 56 mil funcionários e numa projeção de contratação de mais sete mil somente em 2008. Este é o tamanho do desafio cotidiano de Paulo Henrique Soares, gerente-geral de Comunicação da Vale, ainda mais num processo de mudança de marca. Afinal, eram muitas logomarcas de projetos, muitos padrões visuais, ausência de padrão de sinalização, convivência de diversas nomenclaturas, o que também representava um certo desalinhamento de formatos de abordagem e relacionamento com os públicos de interesse. Então, eles partiram para análise de atributos dos concorrentes, suas imagens, slogans e apelos, constatando uma grande similaridade. Para garantir diferenciação, encaminharam-se para aproximar a mineração da vida das pessoas, por isto absolutamente integrada à comunidade e com perfil de forte confiabilidade. “A mudança visual é uma base, somos regidos por signos. Mas é uma oportunidade para buscar mais. E é a comunicação que deve liderar este processo”, ressalta Soares.

O Congresso ainda contou com dois painéis na parte da tarde, tratando dos desafios e sinergias da comunicação e da sustentabilidade como conceito sistêmico. Mais detalhes podem ser vistos no portal www.aberje.com.br .

RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (www.mundorp.com.br)

O exercício competente de pensar, comunicar, criar e inovar na comunicação das organizações, dentro de um enfoque estratégico da área, foi a proposta do 2º Congresso ABERJE de Comunicação Empresarial, realizado no Guanabara Palace Hotel no Rio de Janeiro/RJ durante todo o dia 14 de agosto de 2008. Mais de 200 participantes de vários estados brasileiros movimentaram as sessões de perguntas e aproveitaram a oportunidade de intercâmbio, a partir de conceitos e provocações de 14 especialistas palestrantes em temas diversificados.

O jornalista Caio Túlio Costa, diretor-presidente do Internet Group – que reúne iG, iBest e BrTurbo, fez a primeira intervenção dentro do painel “Cobertura On-Line”. Ele concentra o raciocínio sobre a palavra “revolução” e o quanto está aplicada ao cotidiano com as novas mídias. Como exemplos, cita a manifestação contrária ao governo filipino em 2001, quando as pessoas foram mobilizadas via instant Messenger, email e torpedos para furar o bloqueio da mídia tradicional diante da ditadura vigente, conclamando pessoas a vestirem preto numa determinada avenida da capital, num processo que levou à deposição do então presidente Joseph Estrada. Depois, em 2004, no atentado à estação de metrô em Madri com bombas acionadas via celular, e diante da intensa cobertura da mídia internacional, o presidente José Maria Aznar atribuiu o fato ao grupo separatista ETA. Contudo, foi descoberto que seria atitude da Al Qaeda, desmoralizando o discurso governamental oficial por meio de informações disseminadas em SMS, email e instant Messenger e levando à presidência, nas eleições da semana seguinte, o oposicionista José Luis Zapatero. Costa ainda relembra os ataques da organização criminosa PCC a bases policiais, instituições bancárias e sistema de transporte em São Paulo em 2006, numa reação à ordem de transferência de líderes para presídios do interior. Após o final de semana, um suposto “toque de recolher” foi disseminado pela internet e celular, e a cidade foi esvaziando, mesmo que as autoridades tenham recorrido aos meios de comunicação tradicionais para desmentir. “Alguma coisa mudou”, alerta, dizendo que antes os jornalistas eram os principais atores, e hoje não teríamos mais esta proeminência, porque todos são produtores de conteúdo. Mas a notícia, na opinião dele, está longe de ser virtual, e sendo bem concreta causa impactos fortes e precisa ser vista com extrema responsabilidade. “A convergência, portanto, não está nos aparelhos, mas sim nas pessoas”, acrescenta Caio.

Das 26 maiores revistas semanais brasileiras, a leitura média é por 17 milhões de pessoas em seus mais de 3,6 milhões de exemplares distribuídos. O mesmo patamar de alcance tem os 30 maiores jornais nacionais. Já na internet, de acordo com dados do Ibope, há de 40 a 45 milhões de internautas ativos, número fixado pelo Instituto DataFolha em 59 milhões de pessoas. Ele completa afirmando que os anúncios nos grandes portais custa 20 vezes menos. Ao contrário do perfil familiar e nacional dos grupos de comunicação, a internet é internacional e de domínio pulverizado: 20% da audiência brasileira está no Google, ficando 19% para Microsoft e seus canais, 15% para o UOL e 12% tanto para o Terra quanto para o iG. Aliando as abordagens, ele comenta que o iG tem o espaço “Minha Notícia”, em que os visitantes comuns postam temas de interesse, com pequenos filtros, dando espaço para manifestação, mas sem evitar erros e até mentiras, cabendo ao leitor ter discernimento. “O lugar do jornalista mudou, mas a ética não muda e a informação de credibilidade vai manter seu espaço”, pontua.

Já o diretor de Conteúdo do Grupo Estado, Ricardo Gandour, partiu do conceito de empreendimento sustentável, como força de posicionamento das organizações, para questionar como a comunicação vem seguindo estes parâmetros. As ferramentas da área deveriam ser permeadas pela crença do interesse e do entendimento público, levando em conta todos os elos sociais que intervêm no cotidiano empresarial, em uma forma dirigida de alcançá-los. “A reputação de uma empresa é seu grande valor intangível, e que, da noite para o dia, interfere em seu valor tangível de mercado”, visualiza, reputação justamente derivada da articulação de relacionamentos com as partes interessadas, internacionalmente denominadas “stakeholders”.

No cenário atual, ele constata o retorno de discussões que se julgava ultrapassadas, como o controle sobre o jornalismo e as restrições à publicidade de determinados segmentos, mostrando as polêmicas em torno da liberdade de expressão, postulado básico e alastrado pelo enfoque de colaboração da internet. Neste sentido, aumentaria a responsabilidade dos comunicadores com a verdade e com o direito à voz de mais pessoas em sua implementação. Os valores da comunicação não devem depender da plataforma, na opinião dele, alertando que, numa democracia tão jovem como a brasileira, alguns pressupostos não podem ser abandonados. E reitera: “a tecnologia não cria valores. Não podemos esquecer da dimensão humana. A tecnologia acelera as percepções”. Segundo Gandour, “o nível de inovação das novas mídias ainda é muito baixo em relação à interatividade. É um patamar muito baixo de gênese primária de informação, estando ainda muito ligadas às fontes tradicionais”.

A finalização da primeira discussão foi feita pela diretora da Polipress Cooperativa Digital, Pollyana Ferrari. Para ela, a internet é um ambiente aberto por excelência, e novas invenções surgem todo o dia. Novas ferramentas para enriquecer a experiência dos usuários os tornam interagentes, não só espectadores mas também publicadores e protagonistas. O suporte da geração e transmissão de informação não interessaria mais, mas sim a disposição de entender os movimentos da sociedade e o maior foco de apelos. Com a internet, a linguagem se simplifica e passa-se aos poucos a existir menos barreiras entre as pessoas, menos privacidade e mais intimidade. A nova mídia muda de papel e os conteúdos colaborativos explodem na rede, dando base à chamada web 2.0, com pessoas mais maduras e propositivas que transitam nos fóruns, chats, wikis, blogs e comunidades. Sites como LastFM (www.lastfm.com.br) estimulam a troca de informações e o compartilhamento e assim geram conteúdos, indicadores e novos argumentos para a comunicação. Servidores de blogs, redes de colaboração, amizades e relacionamentos passam a existir diariamente em várias camadas do cyberespaço.

Aí a palestrante chega ao Consumer-Generated Media/CGM, com a mídia gerada pelo consumidor e transmitida por canais participativos, como fonte-base ou como comentários de conteúdos. Como Pollyana aponta, é um cenário de imenso CRM, um grande banco de dados público e online com as experiências e opiniões pessoais, que podem ser bem trabalhadas pela comunicação organizacional. O monitoramento das redes sociais é um trabalho urgente e ela sugere um processo humano e manual de visitação e anotações que levem a formatar as impressões virtuais e os planos de contingenciamento, com ações e reações dinâmicas. “Não adianta fazer campanha de marketing sem lastro real, porque até anúncios de supostas áreas de reflorestamento são checadas pelos cidadãos através do Google Earth”, alerta.

Outros três painéis compuseram o evento (ver textos complementares). Participaram executivos de empresas como Shell, Mercedes-Benz, Gerdau, Oi, Ampla, ArcelorMittal, Unimed, Odebrecht, Santander, Coca-Cola, IBM, Souza Cruz e muitas agências de comunicação, além de entidades como Sebrae e ainda órgãos como Previ, Ministério da Fazenda e Governo do Ceará.

RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (www.mundorp.com.br)